Ele tenta me prender, me absorver, me colocar em um potinho e guardar para mais tarde, quando eu já estiver a alguns quilômetros de distancia.
Ele tenta enjoar de mim, igual fazemos com a sobremesa daquela tia distante, que quando vem visitar, faz aquele doce que você só come uma vez por ano, e por isso você come o pote inteiro, sem engolir, e até mesmo esquecendo-se de saborear, até ficar tão cheia e não aguentar mais, achando que assim sua vontade de come-lo novamente vai sumir até o próximo ano. Mas não some.
A gente se esquece de que depois de digerido, o gosto, a sensação de saciedade, vai sumir, e assim a vontade pode voltar a qualquer minuto. Ele também esquece disso. Esquece que por mais que ele fique comigo todos esses dias, quando eu estiver longe, ele ainda vai me querer por perto, assim como eu vou querer ele.
E eu sei que vamos chorar, vamos chorar juntos e distantes. Vamos se afogar em lágrimas de dor e amor. E, talvez, perceber que nosso amor é maior do que jamais imaginamos que seria.
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